Eu andei, observei, li. Ela, acho que andou chorando, deve ter se escondido.
Passou algumas horas, depois conversei com ele. Acho que alguém fez um comentário.
Depois de alguns minutos lá estava eu, naquele sofá, lendo 'etudoésóisso'. De repente ele aparece, ele que já não é o mesmo ele de antes. Senta. Cumprimenta. Conversamos. Saímos do frio que só eu sentia. Conversamos mais, quer dizer não foi bem uma conversa, mais parecia um interrogatório que eu, particularmente, odiei. É algo interno. Não gosto de comentar. Pela primeira vez não tive medo ou vergonha de falar a verdade. Não vai mudar nada. Alívio também não é a palavra apropriada. Eu sei que aquilo foi curiosidade, não sei porque tanta, afinal, já se passou tempo demais pra alimentar essa curiosidade. Não me importo. Me senti a vontade. Por incrível que pareça, mais a vontade que antes. Hora, voltamos ao gelo. Agora conversamos, soltamos alguns sorrisos, falamos besteiras. De tempo em tempo minhas mãos frias iam de encontro ao quente, único quente que tinha em meio ao gelo. Assustava. Saciava por segundos. Partiu. Se volta? Não sei. Não importa.Já era noite. Me encontrei com ela. Não tinha mais o semblante choroso. Me encontrei com eles. Alegres. Brincavam. Discutiam. Trancavam. Fechou. Me vi dentro do automóvel. Com ela, outro ela e outro ele. Elas na frente, eu e ele atrás. Conversávamos. Nos 'conhecemos'. Cumprimentou. Conversávamos mais, o assunto era música. Despediu-se. Partiu. Agora eram só nós três. Três 'elas'. Um silêncio profundo se sucedeu após a partida do único ele presente. Chegamos. Despedimo-nos.
O restante da minha atenção na noite, foi para a tecnologia e para a 'The unit'. Fechei os olhos. De repente, amanheceu. Restou lembranças de um dia, hm. Agradável. ;*
